segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

SOLSTÍCIO

 Na astronomia, solstício (do latim sol + sistere, que não se mexe) é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. 

No Hemisfério Sul o Solstício de Verão ocorre em dezembro, mas devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os solstícios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente do que quando está mais longe (afélio). O dia e hora exatos variam de um ano para outro. 

O Solstício do Verão marca o dia mais longo do ano, quando o Sol está no seu zênite. Esse dia simboliza o Poder do Sol e marca um pico na Grande Roda Solar do Ano, já que após o Solstício do Verão os dias irão se tornar, visível  e gradualmente, mais curtos.
É uma celebração essencialmente do Fogo, um momento em que o poder do Sol chega ao seu máximo e as flores, as folhagens e os gramados encontram-se em abundância na Natureza. 

Nesse período celebramos a abundância, a luz, a alegria, o calor e o brilho da vida proporcionada pelo Sol. A natureza está no ápice de sua produtividade. É o auge do poder do Sol, mas prenuncia também o seu declínio. É o ponto de mudança das marés de poder do Ano Sagrado, quando finalmente acaba o Ano Crescente e começa o Ano Decrescente, até o Solstício de Inverno. O Sol que ficou forte desde a primavera, atinge toda a sua plenitude nesta data e partir dela decresce.

Há muitas lendas, ritos e costumes que envolvem o Solstício de Verão. Mas enquanto alguns dos ritos pagãos de solstício de inverno sobreviveram na cultura da sociedade cristã através de outros costumes e cerimônias, os ritos de verão foram praticamente erradicados.
Uma hipótese provável para o desaparecimento dos cultos da Natureza no Solstício de Verão com a chegada da era cristã é a de que os ritos de Solstício de Inverno eram vistos como festivais do céu e do sol, dirigidos por divindades masculinas, enquanto os de verão eram cultos da fecundidade, da Terra, dirigidos pelo Divino Feminino. É amplamente reconhecido que a civilização ocidental suprimiu sistematicamente o Feminino, saqueou a Terra e, ao mesmo tempo, exaltou o masculino, forçando a promoção de religiões relacionadas aos deuses celestes.
Para as pessoas que se interessam por reparar essa degeneração cultural e a atitude calculada que isso representa com relação à Natureza, a redescoberta da observação do Solstício de Verão deve ser vista com especial interesse.

Os antigos festivais de solstícios de verão são mais antigos e universais do que se conhece. Quando, continuando a Tradição de Beltane, se deve acender uma grande fogueira e pular sobre ela para livrar-se dos infortúnios, banir as doenças e a negatividade.
Nesse dia os amuletos do ano anterior são queimados e novos talismãs de proteção, poções para sonhos proféticos e filtros são feitos para aproveitar o grande momento de poder.
As ervas têm um destaque bem peculiar nesta data. Como o Solstício de Verão é um tempo carregado de energias femininas da Terra, é um dia propício para a colheita de ervas especiais, pelas quais se pode combater as ervas daninhas, curar inúmeras doenças e proteger as pessoas contra feitiçarias e encantos.
O sexo ritual, ou hierogamia, tanto nas sociedades primitivas como no taoísmo é proveniente de raízes inteiramente diferentes do que as atividades sexuais do ocidente, na qual a ênfase estava voltada para a fertilidade, fecundidade e reprodução. Nas culturas ocidentais que se formaram dos primitivos arianos da Europa, a ejaculação do homem é muito importante, pois está ligada à fertilidade e ao ego masculino. Já no sexo ritual, o interesse principal é o aprimoramento dual, os laços com o grupo e com a natureza.
Quando um casal está equilibrado do ponto de vista energético e sintonizado durante o intercurso prolongado e extático, transmite uma influência harmonizadora que se estende para a sociedade e a natureza. Tais influências harmonizadoras são particularmente necessárias e efetivas quando o céu e a Terra estão em seus extremos, ou seja, nos Solstícios.

Há também os banhos purificadores realizados nas noites do Solstício de Verão em fontes, rios e cachoeiras. 

O Solstício de Verão é motivo de alegria e festa, de agradecer as energias do Verão que se inicia. O momento também favorece o armazenamento de forças para o Outono.
Acredita-se que tudo aquilo que for sonhado, desejado ou pedido nessa noite se tornará realidade.

Feliz Solstício para todos!!






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Descobri cedo o caminho do autoconhecimento e a partir da adolescência direcionei o foco dos meus estudos para essa autodescoberta. Dissequei a mim mesma em busca de respostas estudando diversas matérias, que entendi serem totalmente interligadas.
Com a Arithmologia venho me aprofundando em técnicas de respiração, meditação, cromoterapia, cinesiologia, e tecnologia espiritual. Desenvolvi a Arithmognose Terapêutica: o cuidado consigo e com os outros, através do conhecimento e essência dos Arithmos (números) pessoais.
Graduada em Direito, mas trabalhando com Consultoria, Coaching e Aconselhamento Metafísico a distância, tenho como objetivo esclarecer e motivar o cliente/coachee para que este possa perceber e/ou experimentar uma conscientização das potencialidades inerentes em si que repercutem diretamente em suas ações.

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