sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Epiciclo 2008 a 2016 - Um Tsunami de Mudança



A Arithmologia trata, entre suas muitas vertentes, 
dos ciclos dos tempos.


Chronos – como senhor do tempo sequencial, 
que pode ser medido quando associado ao movimento linear das coisas terrenas,
com um princípio e um fim.


No curso de meus estudos sobre os ciclos de tempo, deparei-me com o menor (o instante) e o maior deles (o nascimento do Universo em que vivemos). O entremeio é recheado de pequenos ciclos que fazem parte de nosso dia a dia prático e são sentidos por todos, ainda que sejam ignorados pela maioria. Entre estes estão os Ciclos de Nove Anos Universais.

Desde que o calendário no Ocidente foi unificado se tornou possível a contagem e análise dos ciclos numerológicos regentes para a coletividade. Primeiro para o Ocidente, depois mesmo para os países do Oriente que possuem seus próprios calendários em virtude da globalização.

A parte histórica é conhecida por muitos:

Denomina-se calendário gregoriano o calendário promulgado pelo Papa Gregório XIII em 1582 e adotado imediatamente por Espanha, Itália, Portugal, Polônia e, posteriormente, por todos os países ocidentais.


O Papa Gregório XIII, aconselhado pelos astrônomos, decretou pela bula Inter gravissimas que quinta-feira, 4 de Outubro de 1582 seria imediatamente seguido de sexta-feira 15 de Outubro para compensar a diferença acumulada ao longo de séculos entre o calendário juliano e as efemérides astronômicas.


A mudança do calendário antigo para o moderno não teve lugar ao mesmo tempo em todo o mundo, o que causou uma certa confusão na harmonização de datas e na datação de eventos entre os séculos XVI e XX.


O calendário juliano, com as modificações feitas por Augusto, continua sendo utilizado pelos cristãos ortodoxos em vários países. Nele, os anos bissextos ocorrem sempre de quatro em quatro anos, enquanto no calendário gregoriano não são bissextos os anos seculares exceto os múltiplos de 400, o que hoje acumula uma diferença para o calendário gregoriano de 13 dias. Assim, o dia 17 de junho de 2016, no calendário juliano foi dia 4 de junho de 2016.




No ramo mais cotidiano e prático da Arithmologia – a numerologia – estuda-se que cada ser passa por um ciclo de nove anos continuamente. Cada ciclo composto de ciclos menores com duração de um ano. Quando um ciclo de nove anos é completado, um novo começa, assim sucessivamente até a morte.

O nono ano pessoal traz o final de um ciclo completo de nove anos da vida de um indivíduo, assim também o nono Ano Universal atua em relação ao coletivo. E, por conseguinte, os séculos perfazem vários ciclos de 9 também, com suas influências e peculiaridades.
E como bem podemos observar ao olhar para trás em uma perspectiva bem ampla, nos últimos mil anos houve um individualismo crescente, atos devastadores de agressão (com duas guerras mundiais no século passado, além das centenas de guerras “menores”) justificada por uma necessidade de ‘independência’ e ‘proteção’ do meu em detrimento do nosso.


Continuando a olhar para trás, por mil anos, desde o ano 1000 até 1999, a cada ano civil e a cada nascimento de uma pessoa que seguia o calendário ocidental começou com o número 1, o número da individualidade e independência pelo lado positivo, mas da agressão e do egoísmo pelo lado negativo.
Em 2000, já com a globalização atuando a todo vapor, a humanidade começou um novo intervalo de mil anos, durante o qual cada ano civil e ano de nascimento de cada nova pessoa começa com um 2, o número da fraternidade e da paz, bem como de separação e de ganância.

Dane Rudhyar diz que o último décimo de cada ciclo constitui sempre um período de transição (ou período da semente). Portanto a mudança de um ciclo para outro é gradual sempre, e com um ciclo de mil anos a mudança passa a ser extremamente gradual, levando décadas para se consumar.
Além disso, o número de saída tende a pico várias décadas antes de terminar, e pode durar alguns anos após o fim do seu mandato, como se o número de desvanecimento insistisse em sair com um estrondo, sempre brigando, não querendo “largar o osso”.

Mas é inevitável e muitas pessoas já podem perceber que neste milênio que tem o 2 como a única constante, entramos, nas palavras de Hanz Decoz, “em um caminho para a paz, tolerância, unidade e cooperação. E isso vai acontecer mais cedo ou mais tarde, não porque nossos políticos ou nossos líderes empresariais e religiosos nos empurram nessa direção, mas porque estaremos conscientes, e porque teremos sido abençoados com qualidades como a compreensão, generosidade, sacrifício, amor e compaixão. Essas qualidades, lenta mas seguramente, vão trazer-nos a paz e estabilidade que queremos”.


A introdução ficou longa, mas nos proporciona entender o que estamos a vivenciar.


Este ciclo de 9 anos que vem desde 2008 e termina em 2016 é diferente de qualquer outro que tenha vindo antes nesses últimos 2.000 anos. Isto é difícil de ver, mas quando o fazemos, fica bem claro observar a polaridade se tornando extrema em todas as frentes: religiosa, econômica, política, social e ambiental. Todo mundo está sendo afetado pela força de separação que parece nos empurrar.




E pela primeira vez este fato observável é verdadeiramente global. E rápido, muito rápido. Mas então teríamos que entrar nos aspectos astrológico/astronômico e geológico o que não é meu intuito aqui.

Voltemos aos números.


Há muito estudando os ciclos quando chamou minha atenção o fato de estarmos em um ciclo, que começou em 2008 (Ano 1) e vai até o fim de 2016 (Ano 9), que será fundamental na forma como podemos evoluir como uma sociedade global.

Não é preciso ser um gênio para perceber que algo de dramático está acontecendo coletivamente no cenário mundial e muitas decepções, angústias e desalentos podem influenciar tal experiência, mas, simultâneamente muitos estão despertando para a harmonia de todos os seres ao se tornarem mais receptivos as influências energéticas desse tempo.

Em 2008 – um Universal Ano 1 – tivemos o boom da crise econômica que desencadeou o maremoto de mudanças e tirou (vem tirando) muitos esqueletos dos armários. Novos começos foram inaugurados naquela época e foi um ano de ação e agilidade.


À medida que percorremos os anos universais 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 a experiência de cada ano teve diferentes temas, focos, energias e frequências, mas coletivamente nos manteve impulsionados na direção de ‘seguir em frente’.

Em 2012 aconteceu a virada. Mesmo não percebendo de imediato, a mudança é a única constante em nosso universo e em 2012, o 5º ano universal deste epiciclo tivemos o ponto de virada.

Os maias não poderiam ter sido mais certeiros quando afirmaram que 2012 seria o fim de um ciclo de 5.126 anos: não somente por 2012 cair no meio do Ciclo Numerológico identificado como uma era de transformação, mas 2012 é o próprio Quinto Ano Universal neste ciclo, e o número 5 traz com ele um tema abrangente de mudança”. Hanz Decoz

Desde então se iniciou a viagem coletiva para esse ponto em que estamos.


2016 é um ano 9 que traz a experimentação da transição pelo qual o mundo está passando.

Conforme mais e mais pessoas ‘acordam’, maior é a sensação de mudança iminente. Todos deveriam entender que uma verdadeira revolução só acontece de dentro para fora.

A sensação que 2016 é um ano de purificação não está errada. Sendo o tema principal do ano 9 a conclusão o melhor a fazer é manter o que funciona e deixar de lado o que não funciona mais. Velhas formas e comportamentos antigos estão deixando de ter a força de antes, apesar de parecer que não.

O 16 presente indica para a destruição massiva de partes do ego e sua posterior integração. Esta integração poderá não acontecer de imediato para a maioria.

É que resgatar o Bem e o Belo em meio a tanta maldade e feiura não é tarefa fácil. Mas prestem atenção em uma dos muitas mudanças: - O velho patriarcado, imposto há milhares de anos, está chegando ao fim. A energia predominantemente masculina do 1 está, enfim, se rendendo a favor da energia mais feminina do 2. O que é mais visível agora por ser o arithmo 9 também feminino. Existe ainda a disputa e o desejo de dominar forte e presente em ambos. Mas o equilíbrio ocorrerá. É inevitável.

E o que acontece agora?

Agora, cabe a vocês, a mim e ao resto da Humanidade – e apesar de parecer elitista, os ‘cerumanus’ não contam aqui – trazer os novos padrões à manifestação. Estes padrões já estão fluindo através e ao redor dos estratos mentais e emocionais deste planeta e de todos os que o habitam. Isto significa que eles estão disponíveis para que todos se conectem e tragam para as experiências de vida, através dos pensamentos, palavras, ações, sentimentos e crenças.


Os apressados e empolgados com a “nova era” esperam ou esperavam que toda essa mudança fosse imediata. Que os novos padrões se manifestassem em um piscar de olhos, instantaneamente já que a mudança aconteceu. Mas não é assim que isso funciona.

2017 não será um “regresso à normalidade”, porque diferentemente da maioria dos ciclos, este não nos levará de volta para onde nós começamos - de muitas maneiras, nós vamos nos encontrar em um mundo inteiramente novo”. Hanz Decoz


A Redenção virá, mas não vai ser fácil e 2016 está sendo difícil e desafiador devido a isso. Como foi bem explicado em uma mensagem recebida nos idos de 2013:

... “os padrões de perfeição começaram a fluir instantaneamente nos estratos mentais e emocionais, envolvendo a Terra. No entanto, a Lei Universal é que, para que algo se manifeste fisicamente na Terra, deve ser atraída através da Divindade que pulsa nos corações das pessoas encarnadas na Terra. Isto é o que significa a afirmação: “Deus precisa de um corpo.”


O último trimestre de 2016 é como uma cúspide que trará em seu bojo a ativação que 2017 promete.

Lembram do período semente? Este é o período final em que a transição das energias representadas pelo número do ano universal vigente abrem caminho para as energias do número do ano universal vindouro.

Um ótimo momento para se preparar, amarrar as pontas soltas, rever algumas posições tidas como definidas.

Um abraço a todos.

©Lília Palmeira - 2016

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Quem sou

Minha foto

Descobri cedo o caminho do autoconhecimento e a partir da adolescência direcionei o foco dos meus estudos para essa autodescoberta. Dissequei a mim mesma em busca de respostas estudando diversas matérias, que entendi serem totalmente interligadas.
Com a Arithmologia venho me aprofundando em técnicas de respiração, meditação, cromoterapia, cinesiologia, e tecnologia espiritual. Desenvolvi a Arithmognose Terapêutica: o cuidado consigo e com os outros, através do conhecimento e essência dos Arithmos (números) pessoais.
Graduada em Direito, mas trabalhando com Consultoria, Coaching e Aconselhamento Metafísico a distância, tenho como objetivo esclarecer e motivar o cliente/coachee para que este possa perceber e/ou experimentar uma conscientização das potencialidades inerentes em si que repercutem diretamente em suas ações.

Google+ Followers

Seguidores