quinta-feira, 31 de agosto de 2017

I Ching – Hexagrama 20: Kuan - A Contemplação (Ver)


Imagem de Adele Aldridge

Contemplação aqui é observar a si mesmo. Ao ser consciente de si mesmo o progresso é certo. Isto resulta do fato de que a energia flui para onde você concentrar a intenção. Se esta intenção é positiva e baseada em princípios corretos, a sorte irá surgir. Aquele que contempla a verdade interior acaba por ser notado pelo mundo exterior.
A contemplação num ambiente tranquilo irá permitir que você se liberte de obstáculos criados pelo seu ego. Sem a resistência criada pelo seu ego, você será capaz de entender as misteriosas leis da vida. A concentração interior irá permitir que você descubra o seu poder espiritual.

Ao recordarmos nossos erros e ilusões também somos capazes de manter a modéstia e uma percepção moderada em relação aos erros dos outros.

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Contemplação


Uma pequena variação de acento dá ao nome chinês desse hexagrama um duplo significado. Por um lado, representa a contemplação, por outro o fato de ser contemplado, de ser um exemplo, um modelo. Essas ideias são sugeridas pelo fato de o hexagrama poder ser relacionado com a forma de um tipo de torre, muito frequente na China antiga. Do alto dessas torres tinha-se uma ampla visão dos arredores e, por outro lado, quando situada no cume de uma montanha, a torre era vista de longe. Assim, o hexagrama mostra um dirigente que contempla, ao alto, a lei dos céus, e em baixo, os costumes do povo. Graças a seu bom governo, ele se torna um elevado exemplo e modelo para o povo.
Este hexagrama está relacionado com o oitavo mês (setembro-outubro). A força luminosa se retira e a escuridão está novamente em ascensão. Entretanto, esse aspecto não é relevante para a interpretação do hexagrama como um todo.

JULGAMENTO

CONTEMPLAÇÃO. A ablução já foi realizada,
mas ainda não a oferenda.
Confiantes, eles erguem o olhar para ele.

O ritual de sacrifício na China começava com uma ablução e uma libação, com que se invocava a divindade. Em seguida se oferecia o sacrifício. O lapso de tempo entre as duas cerimônias é o mais sagrado, o momento de suprema concentração interior. Quando a devoção é sincera, inspirada por uma fé verdadeira, sua contemplação tem um efeito transformador e inspira respeito naqueles que a presenciam. Na natureza também se observa um rigor sagrado e grave que se manifesta na regularidade com que se desenrolam todos os fenômenos. A contemplação do sentido divino subjacente à ocorrência de todos os fenômenos no universo dá, ao homem destinado a liderar os outros, meios para realizar efeitos semelhantes. Para isso é necessário a concentração interior que a contemplação religiosa desenvolve nos grandes homens, dotados de uma fé poderosa. Permite-lhes apreender as misteriosas e divinas leis da vida e, através da mais profunda concentração, chegarem a expressar essas leis em suas próprias pessoas. De sua contemplação emana um poder espiritual oculto que influencia e domina os homens, sem que eles estejam conscientes de como isso ocorre.

IMAGEM

O vento sopra sobre a terra: a imagem da CONTEMPLAÇÃO.
Assim os reis da antigüidade visitavam as regiões do mundo,
contemplavam o povo e o instruíam.

Quando o vento sopra sobre a terra, alcança todos os recantos e a grama inclina-se ante seu poder. Esses dois fatos encontram confirmação nesse hexagrama. As duas imagens simbolizam a forma de agir dos reis da antigüidade. Por um lado, graças a viagens regulares, eles observavam atentamente a vida de seu povo e nenhum costume em vigor lhes passava desapercebido. Com isso, exerciam, por outro lado, a influência necessária para mudar os hábitos inconvenientes.
Tudo isso indica o poder de uma personalidade superior. Um tal homem será capaz de perceber os verdadeiros sentimentos da grande massa da humanidade e por isso não poderá ser enganado. Por outro lado, ele exercerá sua influência através da mera presença, e o impacto de sua personalidade fará com que todos sejam por ele orientados, assim como a grama pelo vento.

LINHAS

Seis na primeira posição significa:
Contemplação pueril.
Para um homem inferior, nenhuma culpa.
Para um homem superior, humilhação.

Isso significa uma contemplação a distância, sem compreensão. Há um homem influente, mas sua atuação não é compreendida pelas pessoas comuns. Isso não tem grande importância em relação às massas, pois são beneficiadas pela ação do sábio governante, mesmo sem compreendê-lo. Mas, para o homem superior, isso é uma desgraça. Ele não deve satisfazer-se com uma contemplação superficial e irrefletida das forças dominantes; deve contemplá-las em conjunto, e procurar compreendê-las.

Seis na segunda posição significa:
Contemplação através de uma brecha na porta.
Favorável à perseverança de uma mulher.

Através de uma brecha na porta se tem uma visão restrita. Olha-se de dentro para fora. A contemplação é limitada subjetivamente. Um homem relaciona tudo a si mesmo e é incapaz de se colocar no lugar do outro e compreender os motivos de sua ação. Isso é apropriado a uma boa dona-de-casa, que não precisa entender dos assuntos do mundo. Para um homem que tem de atuar na vida pública, este modo egoísta e limitado de ver as coisas é evidentemente nefasto.

Seis na terceira posição significa:
A contemplação de minha vida
decide entre progresso ou retrocesso.

Este é o ponto de transição. Aqui o homem já não olha mais para fora, para receber imagens limitadas e confusas, porém dirige a contemplação a si mesmo em busca de orientação para suas decisões. Essa introspecção representa a superação do egoísmo ingênuo daquele que vê a tudo de seu próprio ponto de vista. Ele começa a refletir e com isso se torna objetivo. Porém, o autoconhecimento não consiste em alguém se ocupar dos seus próprios pensamentos; é, isto sim, voltar-se para as conseqüências do que criou. É somente através dos efeitos resultantes de sua vida que uma pessoa pode julgar se o que realizou significa progresso ou retrocesso.

Seis na quarta posição significa:
Contemplação da luz do reino.
É favorável exercer influência
como convidado de um rei.

Isso descreve um homem que conhece os segredos do que faz um reino florescer. Tal homem deve ser colocado numa posição de autoridade em que possa exercer influência. Ele deve ser como que um hóspede, isto é, deve ser reverenciado e deixado livre para agir com independência, e não ser usado como um instrumento.

Nove na quinta posição significa:
Contemplação de minha vida.
O homem superior está livre de culpas.

Um homem que ocupa uma posição de autoridade, para o qual os outros erguem o olhar, deve estar constantemente disposto a analisar-se. Porém, o correto modo de examinar-se não consiste numa passiva meditação sobre si mesmo e sim na análise dos efeitos que se produziram. Somente quando esses efeitos são benéficos e quando se tem uma boa influência sobre os outros é que a contemplação da própria vida trará ao homem a satisfação de se saber livre de erros.

Nove na sexta posição significa:
Contemplação da sua vida.
O homem superior está livre de culpas.

Enquanto a linha anterior representa um homem que se contempla a si mesmo, aqui, na posição mais elevada, está excluído tudo o que é pessoal e relacionado ao ego. Assim se tem a imagem de um sábio afastado dos assuntos do mundo. Liberto de seu ego, ele contempla as leis da vida, e reconhece que saber se manter livre de culpas é o supremo bem.

Fonte: I Ching, o Livro das Mutações – Richard Wilhelm 


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Descobri cedo o caminho do autoconhecimento e a partir da adolescência direcionei o foco dos meus estudos para essa autodescoberta. Dissequei a mim mesma em busca de respostas estudando diversas matérias, que entendi serem totalmente interligadas.
Com a Arithmologia venho me aprofundando em técnicas de respiração, meditação, cromoterapia, cinesiologia, e tecnologia espiritual. Desenvolvi a Arithmognose Terapêutica: o cuidado consigo e com os outros, através do conhecimento e essência dos Arithmos (números) pessoais.
Graduada em Direito, mas trabalhando com Consultoria, Coaching e Aconselhamento Metafísico a distância, tenho como objetivo esclarecer e motivar o cliente/coachee para que este possa perceber e/ou experimentar uma conscientização das potencialidades inerentes em si que repercutem diretamente em suas ações.

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