quarta-feira, 7 de março de 2018

Expressar os sentimentos faz bem


Expressar os sentimentos é importante tanto para a saúde quanto para as relações pessoais e profissionais. “A nossa percepção de mundo é formada por nossas emoções, pensamentos e sentimentos. Dependendo de nossas disposições pessoais ou momen­tâneas, podemos fazer conjecturas que interpretem de maneira errônea situações e atitudes, levando-nos a reagir ou tomar decisões pouco funcionais. Expressar-se permite fazer saber ao outro como nos sentimos em relação a algo e, com isso, abrir a possibilidade de conhecer também como o outro se sente e vê a situação”, afirma a psicóloga Ana Lúcia Martins Silva, do Serviço de Psicologia do Hospital Israelita Albert Einstein. “Quanto mais expressamos nossas emoções e sentimentos, mais nos permitimos compreender a nós mesmos e a quem está próximo de nós”, ratifica o psicólogo clínico Fabio Pezzuto Pereira, pós-graduando em Neuropsicologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

No entanto, expressar o que se sente não é fácil para todas as pessoas. “A dificuldade pode ser derivada de inúmeros aspectos, como uma característica da personalidade, questões culturais, problemas do humor, entre outros”, explica Ana Lúcia.


"EXPRESSAR OS SENTIMENTOS É SAUDÁVEL TANTO PARA OS RELACIONAMENTOS QUANTO PARA O CORPO E A MENTE, ALÉM DE DESPERTAR UM NOVO OLHAR PARA O AUTOCONHECIMENTO"
 
“Reprimimos [as emoções] porque apren­demos que, socialmente, muitos sentimentos não são sinônimos de ‘boa educação’ ou porque nem desenvolvemos a capacidade de reconhecê-los”, acrescenta a psicóloga Tania Aldrighi Flake, professora do curso de Psicologia da Universidade Anhembi Morumbi. “Geralmente, são nossos próprios conflitos internos, como a desconfiança, o medo, a vergonha e a prepotência que nos impedem de expressar nossos sentimentos”, comenta Fabio.

Mas é importante saber que expressar os sentimentos faz parte da receita para uma vida saudável. “A repressão das emoções é uma das principais causas de vícios, abuso, depressão e outros tipos de doenças em nossa cultura”, alerta Tania. Fabio explica que a nossa mente não está dissociada do nosso corpo. “Ao canalizarmos nossa força para reprimir nossos sentimentos, o corpo, através de sintomas físicos, passa a manifestar o nosso conflito interno. Como exemplo, podemos pensar na gastrite, ou na enxaqueca, que desenvolvemos quando enfrentamos um período de maior estresse ou de preocupação”, esclarece. “Quando guardamos uma mágoa, podemos logo identificar o impacto na nossa respiração, nos batimentos cardíacos”, recorda Tania. Segundo Ana Lúcia, “o isolamento social, que é uma das características de quem expressa pouco os sentimentos, vem sendo apontado pela literatura como um fator predisponente à doença arterial corona­ri­ana (um tipo específico de doença cardíaca). Ainda não se sabe explicar qual o mecanismo responsável por este fenômeno, mas a reatividade fisiológica provocada por emoções negativas e escolhas de vida que prejudicam a saúde geral tem sido hipótese”.

“MUITA GENTE CONFUNDE ‘EXPRESSÃO DE SENTIMENTOS’ COM DESPEJAR ‘TUDO’ NA PESSOA QUE ESTIVER MAIS PRÓXIMA OU NA QUE FOR O PIVÔ DA SITUAÇÃO”
Não existe uma única maneira de se manifestar os sentimentos. Fabio recorda que eles também são expressos “através do movimento facial, de um sorriso, de um olhar, do choro, de algum movimento corporal ou qualquer comportamento semelhante”, mas como fazê-lo verbal­mente, da maneira e no momento que sejam mais propícios? “O caminho é nos posicionarmos com equilíbrio, buscando nos expressar de maneira verdadeira e, ao mesmo tempo, prudente, de acordo com cada situação”, sugere o psicólogo. Segundo Tania, “muita gente confunde ‘expressão de sentimentos’ com despejar ‘tudo’ na pessoa que estiver mais próxima ou na que for o pivô da situação. Expressão saudável de sentimentos é conseguir manifestar e liberar as emoções sem ferir o outro ou a si próprio, ou seja, quando os sentimentos são expressos sem intenção de prejudicar o outro ou que o outro seja a nos­sa válvula de escape. Isto requer aprendi­zagem e, antes de tudo, conhecer a si próprio”, enfatiza. Para Ana Lúcia, “o melhor é expor os sentimentos de maneira assertiva, em um momento em que haja tempo, segu­rança e confiança” para tal. “Para isso, é preciso autoconhecimento e um trabalho consciente na construção dos relaciona­mentos”, reforça a psicóloga.

Publicada originalmente em Revista Em Dia

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Descobri cedo o caminho do autoconhecimento e a partir da adolescência direcionei o foco dos meus estudos para essa autodescoberta. Dissequei a mim mesma em busca de respostas estudando diversas matérias, que entendi serem totalmente interligadas.
Com a Arithmologia venho me aprofundando em técnicas de respiração, meditação, cromoterapia, cinesiologia, e tecnologia espiritual. Desenvolvi a Arithmognose Terapêutica: o cuidado consigo e com os outros, através do conhecimento e essência dos Arithmos (números) pessoais.
Graduada em Direito, mas trabalhando com Consultoria, Coaching e Aconselhamento Metafísico a distância, tenho como objetivo esclarecer e motivar o cliente/coachee para que este possa perceber e/ou experimentar uma conscientização das potencialidades inerentes em si que repercutem diretamente em suas ações.

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